Um homem novo na cidade
- É pra ele tentar a sorte com diabo, lá no inferno.
Agora estou ficando um pouco assustado, sabe ... Ate aquela historia da missa não me chocou tanto, na verdade respondeu algumas velhas perguntas... Mas isso já esta ficando pesado.
- Espero que tenha melhor sorte lá. – digo em um tom assustado.
- Será melhor pra ele. – Responde Lucky ironicamente.
Ficamos nessa ladainha ate chegar ao PartyStars, um belo de um cassino repleto de apostadores obcecados e com muito dinheiro pra torrar.
Lucky olha para mim rapidamente e diz:
- Bem... Chegamos, agora vamos ao combinado, vou estar no bar esperando por você.
- Certo. – Agora aquela historia do mendigo não me incomodava mais, estava focado do que devia fazer, passou a ser uma questão de sobrevivência agora.
Então ele foi ate o bar enquanto eu procurava as presas fáceis, olho para lá, olho para cá e nada encontro, é mais difícil do que eu imaginava; melhor me sentar em alguma mesa e investigar de perto.
Em questão de alguns instantes consigo me misturar entre os jogadores e consigo informações valiosas sobre alguns, como por exemplo, Willie “Copa copa” tem um tique que sempre costuma fazer quando está blefando, por isso o apelido “Copa copa”, melhor ir ao bar falar com Lucky antes que ele fique muito bêbado para jogar.
Digo a Lucky as dicas e ele vai a mesa do “Copa copa”... Observo o jogo e vejo que ele realmente é um ótimo jogador e em pouco tempo na mesa consegue sugar boa parte do dinheiro do Willie junto de outros amadores na mesa, fazendo-os sair da mesa, Lucky se vira para mim que estava próximo da mesa e diz:
- Muito bem doutor, ótimo trabalho com o “Tique tique” ali.
- Não fiz nada além do combinado.- Respondo sorrindo.
- Então venha comigo até o bar para te pagar um drinque e fazer minha parte do trato.
- Perfeito. – Respondo eu, agora sim com um belo sorriso no rosto... Dinheiro, dinheiro, dinheiro, $...
Vamos até o bar ele paga umas duas rodadas de cerveja e novamente me joga um pequeno saco de pão agora um pouco mais “recheado” o croissant.
- Parece que nossa parceria vai ser muito promissora, o que você acha doutor ?
- Espero sim, hoje foi muito bom.
- Muito bom para a primeira noite, nas próximas vezes vamos atrás de peixe grande.
- Por mim... Está perfeito.
Nisso olho ao redor e vejo um alemão que me lembrou do sujeito dos Mortons e também do que o “Tiro Certo” me disse, então decido perguntar.
- Lucky, sabe onde posso comprar uma arma ?
- Pra que precisa de uma? Já esta comigo.
- Eu sei, mas já como disse que vamos atrás de peixe grande seria melhor nos prevenimos. Certo?
- Se é o que você acha. Vou te apresentar a cidade então estrangeiro.
Estrangeiro? Será que meu nome é tão difícil assim?
- Então que assim seja.
- Vou te falar como as coisas funcionam aqui em Albrador apenas uma vez, então preste atenção. Se você quiser prostitutas e esse tipo de diversão você pode ir a missa, no Sasinati ou em alguma esquina da cidade, já deve ter percebido o aumento na profissão ultimamente – Ele mostra um sorriso safado em seu rosto – se quiser drogas pode conseguir na banca de jornal do tio Eddie, próximo a padaria do Milhão ou na missa você encontra cocaína e apenas lá você encontra, o bispo monopolizou a cocaína na cidade. E no seu caso se quiser arma procure por Juan na relojoaria Pilef ele provavelmente tem o que você precisa, mas caso queira um armamento mais pesado pode conseguir na distribuidora de auto-peças Gyla, procure pelo vulgo “Bonitão” lá, entendeu ?
Agora entendi o porque do estrangeiro, vivi tanto tempo nessa cidade e parece que cheguei hoje por aqui, parece outro lugar.
- Acho sim.
Deixo Lucky no bar e vou para a relojoaria, preciso me armar urgentemente. Chego e digo para o atendente.
- Por favor o Juan.
- Venha comigo senhor.
Ele abre a porta do balcão e me leva a uma sala no fundo da loja, ascende a luz e lá esta, muitas armas e muita munição.
- Pode escolher senhor.
Procuro sobre a mesa repleta de armas alguma com a minha cara e encontro uma Beretta 92FS prateada, realmente uma maravilha.
- Quanto sai esta daqui? – pergunto ao atendente com arma em mãos.
- São 300 pratas a arma e acompanha mais três pentes carregados.
- Ótimo vou levar, e quero mais dez pentes adicionais.
- Tudo bem, estão vai sair 450 pratas.
- Perfeito.
Pago a ele, carrego a arma e a coloco no coldre de minha jaqueta – Uma lembrança dos tempos de policia.
Volto para casa caminhando e me desperta uma vontade de encontrar com a assassino, hoje estou com sede de sangue.
...
sábado, 25 de abril de 2009
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Belo texto!
ResponderExcluirAnselmo - Minerva Pop